TEMER DIZ QUE NUNCA SE FEZ TANTO PELO BRASIL COMO NOS ÚLTIMOS 50 DIAS

O presidente Michel Temer disse, ontem, que a ampliação de investimentos em saúde bucal é a prova de que o Brasil não parou, ao contrário do que propagam os "arautos do desastre". Temer anunciou a ampliação dos recursos (R$ 344,3 milhões) para o atendimento odontológico no Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o presidente, o governo nunca fez tanto no plano legislativo e administrativo como nos últimos dias e destacou a colaboração do Congresso Nacional. "Se hoje podemos revalorizar odontologia no SUS é porque trabalhamos muito com método e disciplina, um trabalho que se iniciou lá atrás, quando começamos a pôr ordem na Casa para vencer uma gravíssima recessão econômica. Essa é mais uma prova de que o Brasil não parou", disse.

"Naturalmente, os arautos do desastre dizem que o Brasil parou, não vai fazer nada. Nunca fizemos tanta coisa como nos últimos 40, 50 dias. Tanto no plano legislativo como no plano administrativo. No plano legislativo, com o apoio do Congresso Nacional, tivemos aprovação de oito, dez medidas provisórias que estavam lá paralisadas e fizemos algo se anseia há mais de 25 anos, que é a modernização da legislação trabalhista".

Temer disse ainda que o Brasil vai continuar a crescer. "Quero registrar isso com muita ênfase para que não sejamos os arautos do catastrofismo".

Para o presidente, o otimismo está ancorado na equipe econômica e, também, nas ações tomadas desde o primeiro dia de seu governo, que tem promovido a eficiência e transparência na gestão das contas públicas. "Estamos tratando com seriedade o dinheiro do pagador de impostos", afirmou.

Os recursos anunciados pelo Ministério da Saúde serão utilizados para credenciar 34 unidades odontológicas móveis que atendem pacientes em regiões de difícil acesso e adquirir 10 mil cadeiras odontológicas e equipamentos com raio-X para os postos de saúde. As medidas incluem a contratação de 2.299 equipes especializadas em saúde bucal.

Maia presidente

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não encontrou Temer na tarde de ontem, na base aérea de Brasília, para transmissão simbólica do cargo de presidente da República. Temer viajou por volta das 17h para Mendonza, na Argentina, onde participará da reunião da cúpula do Mercosul e de onde já deve retornar hoje.

Como o Brasil está sem vice-presidente, Maia é que assumirá o comando do País.

A Constituição Federal não obriga o presidente da Câmara a estar na base área. No entanto, esse é um gesto político que os integrantes da linha sucessória costumam fazer, quando assumem a presidência em razão de viagem do presidente.

Desde que a denúncia por corrupção passiva contra Temer começou a tramitar na Câmara, Maia tem se mostrado distante do Palácio do Planalto.

Na última terça-feira, ele e Temer tiveram um atrito, após o presidente da República convidar parlamentares dissidentes do PSB a se filiarem para o PMDB. Maia se irritou com o gesto, uma vez que, desde que o PSB deixou a base do governo, negocia a migração dos pessebistas descontes para o DEM.

Temer acionou ministros para tentar desfazer o mal-estar e negou que tivesse convidado dissidentes do PSB para se filiarem ao PMDB. Para tentar mostrar que o mal-estar estava resolvido, Temer foi até a residência oficial de Maia na noite da própria terça, onde participou de jantar.


DN

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