PROCURADOR DA LAVA-JATO AFIRMOU QUE 'MUITOS SÓ QUERIAM FIM DA GESTÃO DILMA'

Em mensagem publicada em sua rede social, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava-Jato, afirmou, ontem, que "o próximo passo do PMDB" parece ser acabar com a investigação.

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"Acabar com a Lava-Jato. Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente, muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo País", disse Carlos Lima.

Ele reagiu à entrevista do vice-presidente da Câmara dos Deputados e substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), ao "O Estado de S. Paulo" na qual o parlamentar defendeu um "prazo de validade" (seis meses) para a Lava-Jato.

Lula

Ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o setor empresarial, com o aval do Ministério Público, teria "transformado" doações de campanha em propina para "tentar culpar" os políticos de participação em esquemas de corrupção no País.

Já o Banco do Brasil e o Itaú transferiram R$ 419 mil das contas de Lula para uma conta judicial. O bloqueio de um total R$ 606, 7 mil de Lula foi autorizado pelo juiz Sérgio Moro na última quarta-feira a título de reparação de danos à Petrobras pela condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Os valores ficarão congelados até o trânsito em julgado do processo do ex-presidente. Caso ele seja absolvido, o dinheiro será devolvido.

Por sua vez, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) saiu em defesa de seu associado mais famoso: Sérgio Moro.

A Ajufe manifestou "veemente repúdio contra as atitudes ofensivas à honra pessoal do magistrado por estar cumprindo o seu dever, que é conduzir os processos judiciais e julgá-los". Também criticou a atitude de aliados de Lula que, ao defender o ex-presidente, atacaram Moro, juiz da Lava-Jato em primeira instância. Apesar de condenar Lula, Moro não decretou sua prisão.


DN

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