LULA IRONIZA MINISTÉRIO PÚBLICO E VOLTA A INSINUAR CANDIDATURA

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o Ministério Público acha "criminoso" o fato de partidos políticos indicarem nomes para ocupar cargos na administração pública federal. Segundo Lula, essas nomeações fazem parte de uma "política de coalizão" para garantir a governabilidade. Em tom irônico, o petista afirmou que em outra encarnação, "vamos indicar só gente do Ministério Público" para cargos do Executivo.


Lula prestou depoimento, na última sexta (7), como testemunha de defesa no âmbito de uma ação penal que tramita no STF contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT) e o marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo (PT), no âmbito da Lava-Jato. O vídeo do depoimento, contudo, só foi divulgado ontem. "Quando você é eleito, você é eleito com um grupo de forças políticas que lhe apoiam. Essas forças políticas é que participam da montagem do governo. E nesse instante, sabe, o PP indicou o Paulo Roberto (Costa, para a Diretoria de Abastecimento da Petrobras), que era um homem de carreira da Petrobras, profissional que não pesava contra ele nenhuma acusação sobre nada", comentou o ex-presidente, ao ser questionado sobre o processo da escolha de Costa. Lula disse que fazia questão de explicar como é feito o processo de escolha de nomes.

Ele causou risos ao se ajeitar para a câmera. "Tem que falar para a câmera? Olha que candidato não pode ver uma câmera", disse, arrancando risos dos presentes. Foi um dos poucos momentos de descontração do depoimento. Na maior parte do tempo, Lula mostrou-se irritado.

Réus

Em setembro do ano passado, a Segunda Turma do STF aceitou por unanimidade a denúncia contra Gleisi e Paulo Bernardo, que se tornaram réus na Operação Lava-Jato. Gleisi e Bernardo são investigados por suposto recebimento de R$ 1 milhão para custear a campanha eleitoral da petista ao Senado em 2010.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o dinheiro era oriundo de esquema que envolvia o então diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Lula negou influência do casal na indicação e na sustentação de Costa.


DN

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