FUNARO COMEÇA A PREPARA DELAÇÃO PARA ENTREGAR AO MINISTÉRIO PÚBLICO, COM REVELAÇÕES DE CORRUPÇÃO DO PMDB

O corretor Lúcio Bolonha Funaro iniciou, ontem, a produção dos anexos de sua proposta de delação premiada que será entregue ao Ministério Público Federal (MPF). Com revelações sobre a corrupção que envolve medalhões do PMDB, ele promete entregar provas dos pagamentos relacionados ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que também corre contra o relógio em busca de um acordo de delação premiada.


Funaro foi transferido, anteontem, do Complexo Penitenciário da Papuda para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. A mudança de domicílio prisional foi pedida pelo criminalista Antonio Figueiredo Basto, advogado de defesa, para permitir a montagem dos anexos para entregar à Procuradoria-Geral da República (PGR) e Procuradoria do Distrito Federal.

Funaro está preso desde julho de 2016, em Brasília, alvo da Operação Sépsis, um desdobramento da Lava-Jato que apura corrupção e desvios nos Fundo de Investimentos do FGTS, da Caixa. Ele seria o arrecadador das propinas em nome de Cunha - preso desde outubro de 2016.

Nas últimas três semanas, enquanto participava das audiências do processo da Sépsis, na Justiça Federal de Brasília, Funaro vinha escrevendo os resumos do que entregará se o acordo de colaboração for fechado. Além de detalhar sua atuação para o PMDB da Câmara, o futuro delator promete explicar sua relação com o presidente, Michel Temer. Os delatores do J&F apontaram Funaro como operador financeiro do PMDB da Câmara, grupo de Cunha e Temer.

Há duas semanas, após uma das audiência da Sépsis, Funaro chegou a se reunir por cerca de 30 minutos com o procurador Anselmo Cordeiro Lopes em uma sala reservada onde discutiu os principais temas que delatará. Anselmo é o procurador das operações Sépsis e Greenfield - que também apura desvios em investimentos de fundos federais. A colaboração espontânea feita por Funaro serviu para o Ministério Público Federal embasar o pedido de prisão na segunda-feira passada do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Joesley

Já a delação premiada do empresário Joesley Batista pode ser questionada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) porque o acionista da JBS teria omitido negócio bilionário do grupo realizado sob a bênção do ex-ministro Antonio Palocci.

Segundo revelou o site O Antagonista, Joesley firmou contrato com Palocci, com cláusula de êxito, depois que a JBS adquiriu a empresa americana Pilgrim's, Pride Corporation com aporte bilionário do BNDES, confirmou o jornal O Estado de S. Paulo.


DN

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