EX-GOVERNADOR DO RIO DE JANEIRO NEGA PROPINA, MAS ADMITE CAIXA 2

 O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) disse que foi condenado à prisão em Curitiba pelo juiz Sérgio Moro partindo de uma "denúncia mentirosa" da Andrade Gutierres.

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A afirmação foi feita em interrogatório na manhã de ontem, conduzido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio. Segundo ele, "tem delator que distorce tudo".

"Fui condenado em Curitiba por denúncia mentirosa da Andrade Gutierrez, uma denúncia que não fica de pé. É completamente estapafúrdio", queixou-se Cabral ao juiz.

Questionado sobre a prática de Caixa 2 na arrecadação de campanhas, Cabral reconheceu a prática, mas negou que tenha favorecido as empresas doadoras. O acusado defendeu que é possível constatar a disseminação da prática de doações ilegais na política brasileira através de depoimentos e denúncias divulgadas na imprensa.

"Reconheço que é uma distorção, que é um erro. Essas práticas políticas de Caixa 2 foram disseminadas pelo Brasil por todos os partidos", afirmou Cabral. O ex-governador disse desconhecer os valores pagos por empresas citadas em depoimento por seu ex-assessor Ary Ferreira da Costa Filho. Costa Filho contou ter acompanhado o recolhimento de pagamentos de caixa 2 em espécie, que somavam mais de R$ 5 milhões de cada uma das empresas em cada uma das visitas.

Ele reconheceu que entregou sobras de campanha a Costa Filho, mas que foram muito menores que os valores informados pelo ex-assessor à Justiça.

Já o agente fazendário Ary Ferreira da Costa Filho, que foi assessor de Cabral, contou que recebeu entre R$ 9 milhões e R$ 10 milhões de sobras de campanha do PMDB.


DN

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