EM NOVA ESTRATÉGIA TEMER INCLUI JANTAR COM AÉCIO E ARTICULAR COM MINISTROS TUCANOS PARA DERRUBA DENÚNCIA DE JANOT

O presidente Michel Temer deixou por volta das 21h de ontem, o Palácio do Alvorada, após uma reunião de cerca de 1h30 com aliados. Depois de passar a tarde no Rio de Janeiro para acompanhar o trabalho das Forças Armadas, o presidente Michel Temer chegou por volta das 19h30 em Brasília e seguiu direto para o Alvorada para mais um encontro de domingo com aliados. Desde que a crise política eclodiu com a gravação de Joesley Batista, Temer tem feito encontros aos domingos para articular as estratégias da semana.


No dia anterior, Temer jantou com o senador Aécio Neves (MG), presidente licenciado do PSDB, e com ministros tucanos.

O encontro ocorreu em meio ao esforço do governo para tentar pacificar o PSDB e garantir a maioria dos votos dos deputados da legenda, a segunda maior da Câmara, contra a aceitação da denúncia por corrupção passiva contra o presidente, que deve ser votada na quarta-feira (2/8) na Casa. De acordo com a assessoria de imprensa de Aécio, o jantar aconteceu no Palácio do Jaburu e contou com a presença dos ministros tucanos Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Bruno Araújo (Cidades).

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, do PMDB, também participou, assim com as esposas de Temer e dos ministros. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi convidado, mas não compareceu ao evento.

A assessoria do presidente licenciado do PSDB afirmou que, no jantar, Temer, Moreira e os tucanos conversaram sobre vários assuntos, inclusive sobre política. Aécio defende a permanência do partido na base aliada, mas enfrenta forte resistência de setores que defendem o desembarque entre eles do presidente interino da sigla, senador Tasso Jereissati (CE).

O PSDB comanda quatro dos 28 ministérios: Secretaria de Governo, Cidades, Direitos Humanos e Relações Exteriores.

Semana decisiva

Amanhã, no início do segundo semestre legislativo, os deputados voltarão a se debruçar sobre o processo da denúncia contra Temer. Encerrada a etapa de análise da denúncia na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que aprovou parecer pela não admissibilidade da matéria, cabe agora ao plenário dar o veredicto sobre o prosseguimento na Justiça da acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) que pesa contra Temer pelo crime de corrupção passiva. A leitura do parecer da CCJ no plenário deve ocorrer amanhã, e a votação em plenário está marcada para quarta.

Existe, porém, a possibilidade de adiamento, uma vez que é necessário o registro de presença de pelo menos 342 deputados. Durante o recesso, parlamentares da base e da oposição mantiveram as negociações em torno do quórum mínimo .


DN

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