DE 2 A 3 MIL CÉDULAS SÃO RETIDAS NO CEARÁ POR MÊS

Mesmo o aperfeiçoamento das técnicas dos órgãos controladores favorecerem um aumento no número de apreensões, as falsificações também são crescentes, conforme o coordenador do Departamento do Meio Circulante do Banco Central (BC), Augusto Fernandes. A sede do Banco Central em Fortaleza recebe, segundo o servidor, cerca de 2 a 3 mil cédulas falsas, por mês, oriundas do Ceará, Piauí e Maranhão.


Os levantamentos da Instituição mostram que 1.768 cédulas falsificadas foram apreendidas no Estado, de janeiro a maio, de 2017. De janeiro a novembro de 2016, foram retidas 23.260 cédulas falsificadas; em todo o ano de 2015 foram 8.447 cédulas.

Augusto Fernandes reitera que o alto índice de apreensões alcançados em 2016, foi reflexo de uma única ação realizada, no mês de abril, pelo Departamento de Inteligência da Polícia Civil (DIP). Na situação, três homens foram presos com duas malas com 17 mil notas de R$ 100. O montante era de cerca de R$ 1,7 milhão em cédulas falsas.

Francisco Monteiro; José Dias; e Francisco Ilânio Bandeira Silva percorriam as Capitais nordestinas oferecendo dinheiro falso, principalmente a comerciantes. Cada R$ 2 milhões falsificados, os suspeitos vendiam por R$ 500 mil. De acordo com Fernandes, o exame pericial nas cédulas constatou que eram falsas.

Entretanto, segundo os autos do processo, houve ausência de um exame técnico que averiguasse se as cédulas eram grosseiramente falsificadas. A falta desse procedimento gerou conflito de competência, sobre qual esfera da Justiça seria responsável pela ação. Apenas no dia 3 de maio último, foi definido que a Justiça Federal do Ceará, através da 3º Vara Criminal de Fortaleza, julgaria o crime de estelionato.

O coordenador do BC acrescenta que a Instituição tem até 30 dias para dar respostas sobre a procedência de qualquer cédula recebida. Porém, o procedimento costuma ser realizado em cerca de 48h. Após a análise, as cédulas ficam retidas, até o Poder Judiciário conceder autorização para destruí-las.

Comercialização

O delegado da PF, Madson Tenório, revela que o dinheiro falsificado costuma vir de São Paulo, Santa Catarina e Paraná e chega ao Ceará apenas para comercialização. Porém, o Estado já foi terreno fértil para falsificadores. Em 2011, a PF desarticulou, no Ceará, um bando responsável por 20% da fabricação e distribuição de cédulas falsas em todo o País. A estimativa é que a fábrica produzisse cerca de R$ 300 mil por mês.

Sobre possíveis investigações de novos grupos criminosos, que atuam no Ceará, Madson Tenório confirmou que estão sendo desenvolvidas apurações, mas disse que não podem ser reveladas informações sobre o andamento delas. "Sempre é preciso ter exatidão nas denúncias, devido ao contingente reduzido da Polícia".


DN

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