CEARÁ SERÁ O PRIMEIRO DO NORTE-NORDESTE A FAZER REDUÇÃO DE ESTÔMAGO USANDO APARELHO ENDOSCÓPICO

O número de pessoas com sobrepeso no Ceará e na Capital vem registrando um crescimento contínuo. De acordo com o Ministério da Saúde, em Fortaleza, mais da metade da população apresenta excesso de peso, e também lidera o ranking de pessoas com esse perfil nutricional no Brasil. Nesse cenário, a quantidade de cirurgias bariátricas aumentou 20% nos últimos dois anos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.


Todo esse processo estimula pesquisas e descobertas de novos procedimentos em todo mundo, inclusive no Ceará que no próximo dia 2 de agosto, se tornará o primeiro Estado do Norte-Nordeste a realizar uma redução de estômago através de um aparelho endoscópico. O método, além de menos invasivo, reduz em mais de 30% o tempo de recuperação e o paciente é liberado em pouco mais de uma hora após o procedimento que dura de 40 a 50 minutos.

Outra vantagem do método é também a maior absorção de nutrientes do organismo, diferente dos tradicionais, evitando problemas como síndrome de dumping (tontura), anemia, diarreia crônica e até queda de cabelo.

O procedimento será realizado no Hospital São Mateus, em Fortaleza, com a coordenação do médico cearense Helmut Poti, que terá o auxílio do criador da técnica, Manoel Galvão. Ele viaja pelo mundo treinando profissionais da saúde para realização do procedimento, considerado um dos mais inovadores dos últimos anos na área.

"Essa técnica foi criada há 4 anos, porém, apenas neste ano houve a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Ceará será pioneiro no Norte-Nordeste. Antes de nós, apenas Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo realizaram o procedimento no Brasil. O resultado com esses primeiros pacientes foram mais que satisfatórios. Alguns deles, conseguiram voltar ao trabalho após dois dias de realização da redução", aponta o médico Helmut Poti.

O método de redução de estômago, menos invasivo, consiste na utilização de um aparelho de endoscopia, no qual usa-se um material chamado device, que será responsável por costurar o estômago e, assim, diminuí-lo em quase 60%, deixando-o em um formato de manga. "Ele funciona com uma máquina de costura ou sutura. Após essa fase, o próprio organismo ficará responsável pela fibrose, processo de cicatrização, que vai substituir o papel dos pontos na diminuição do estômago", explica o médico.

Doença

Helmut Poti ressalta, ainda, que a obesidade é uma doença progressiva, incurável e crônica. "Ela não tem cura, mas tem controle. É válido lembrar que apenas a cirurgia não vai resolver a doença. É um processo multidisciplinar, que anda de mãos dadas com uma boa alimentação e outras indicações médicas. Hoje, a obesidade é uma das principais doenças do mundo, considerada até, a doença do século, pois ela pode gerar problemas cardiovasculares, renais, hepáticos, articulares, psicológicas, entre outros", conclui o médico.

A obesidade é considerada uma doença crônica caracterizada pelo excesso de gordura no organismo com desproporção na distribuição da gordura pelo corpo. O sobrepeso é estabelecido quando o índice de massa corporal (IMC), relação entre peso e altura, é de 25 até 29,9. A partir de 30 de IMC, a pessoa é considerada obesa. O índice é calculado dividindo o peso pela altura elevada ao quadrado.


DN

Nenhum comentário

SEU COMENTÁRIO É DE SUA TOTAL RESPONSABILIDADE, FICANDO SEU IP. DE REDE SALVO PARA RESGUARDO DE AÇÕES JUDICIAIS.

Tecnologia do Blogger.