AUDIÊNCIA EM QUIXADÁ RECEBER REFORÇO POLICIAL DE 80 AGENTES DE SEGURANÇA

Aproximadamente 80 agentes de segurança foram responsáveis por garantir a ordem, ontem, nos arredores do Fórum de Justiça Desembargador Avelar Rocha, em Quixadá (a aproximadamente 170Km de distância de Fortaleza). Durante todo o dia, estiveram, no prédio, os cinco acusados do assassinato de três policiais militares, em um confronto violento, no Município, em junho de 2016. O reforço no efetivo se deu enquanto acontecia a primeira audiência de instrução do processo.

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Denunciantes teriam chegado a alertar as forças de segurança sobre a possibilidade de haver resgate dos réus. No entanto, a Polícia negou a informação. De acordo com o comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM), coronel Ednardo Calixto, o esquema foi previamente montado para assegurar o acesso restrito ao local, evitar interferências no trabalho da Justiça e resguardar a vida dos réus. Equipes do Batalhão de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (BPRaio) e do Comando Tático Rural (Cotar) compareceram ao Fórum.

Dois micro-ônibus da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus) transportaram os presos Deivid Wiliam Lázaro, vulgo 'Deivinho'; Fábio Jandeson Gomes de Sousa, o 'Jandeson do Feijão'; Francisco Neuton Barbosa Ferreira, o 'Casquinha'; Fábio Oliveira Barbosa, o 'Fábio Bombado'; e João Victor da Silva.

Diante do juiz da 1ª Vara, no salão do Tribunal do Júri, os cinco réus, do total de 12 pessoas indiciadas por suspeitas de participar direto ou indiretamente do crime, presenciaram os depoimento das primeiras testemunhas, de um total de 32 arroladas no processo.

Além dos cinco réus presentes no Fórum, foram acusados José Nobre do Nascimento Filho, Francisca Suely Pontes de Queiroz, Alexsandro Saraiva Bessa, Jovany Rodrigues Pinheiro, João Rodrigues Barros, José Massiano Ribeiro e Varidiano Rabelo Cabral Júnior. Estes dois últimos seguem foragidos e constam na lista dos mais procurados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O grupo é suspeito de planejar ataques a instituições financeiras no Interior.

Triplo homicídio

No dia 30 de junho de 2016, um confronto armado deixou três PM mortos e um baleado. Outros dois policiais ainda foram feitos reféns e levados pelos criminosos, na própria viatura da Polícia, mas sobreviveram. Os policiais foram surpreendidos após terem sido acionados para averiguar um veículo suspeito e terem sido recebidos a bala pela quadrilha.


DN

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