AÉCIO NEVES VOLTA AO SENADO ADMITINDO 'ERRO'

Afastado de suas funções parlamentares há mais de um mês, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) retomou, ontem, seu mandato com um duro discurso contra as denúncias das quais é alvo. No plenário do Senado, defendeu ainda que o PSDB mantenha o apoio ao governo do presidente Michel Temer que, "apesar das adversidades, continua a liderar" as reformas em discussão no Congresso.


Em pronunciamento no plenário, Aécio concentrou os seus ataques ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, e disse ter sido "vítima de uma armadilha engendrada por um criminoso confesso". Aécio optou por evitar críticas ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e até mesmo o seu habitual discurso político contra o PT.

Com isso, a oposição ficou calada diante da fala de Aécio, que foi cumprimentado por parlamentares da base governista. Segundo senadores petistas, a bancada aguardava o pronunciamento do tucano para perceber qual seria o "tom" da sua fala. Como ele "poupou" a legenda, optaram por não se manifestar sobre o retorno do presidente afastado do PSDB.

Ele aproveitou os cerca de 15 minutos para fazer uma espécie de mea culpa, dizendo que errou ao se "deixar envolver nessa trama ardilosa", por ter deixado que os seus familiares "servissem de massa de manobra" e por ter usado palavras de baixo calão durante as conversas com Joesley. Apesar disso, negou que tenha cometido crimes, prometido vantagens indevidas ou ter tentado obstruir a Justiça.

Aécio reforçou a tese de sua defesa de que o pedido de R$ 2 milhões ao dono da JBS seria pela venda de um apartamento para pagar advogados em outros processos, e que também procurou outras quatro empresas para o negócio.

"O empréstimo seria regularizado e pago. Tratou-se de um negócio entre pessoas privadas", alegou o senador.

O tucano declarou ainda que, como presidente do PSDB, sempre "levantou a voz" em defesa da Operação Lava-Jato.

Comando do PSDB

Em almoço com a bancada do PSDB, Aécio informou aos correligionários que não pretende reassumir neste momento a presidência nacional da legenda.

Já o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai ser o relator de mais um inquérito instaurado contra Aécio com base na delação da Odebrecht.



DN

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