ADESÃO DE SIGLAS NA AL FORTALECE CAMILO PARA REELEIÇÃO EM 2018

Ainda que o governador Camilo Santana (PT) afirme que se dedicará integralmente aos assuntos de interesse do Ceará em 2017 e deixará discussões políticas apenas para o período eleitoral, suas ações seguem atraindo para o arco de aliança governista os mais diversos apoios partidários. Da coligação que o elegeu chefe do Executivo Estadual, em 2014, ele perdeu dois aliados, mas atraiu outras quatro agremiações que poderão lhe ajudar na sustentação a uma provável candidatura em 2018.

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Enquanto isso, a oposição ao Governo, que naquele ano era formada oficialmente por nove legendas, viu mudar, nos últimos anos, a composição de seus apoiadores. No pleito de 2014, por exemplo, estavam alinhados os partidos PMDB, PSC, DEM, PSDC, PRP, PSDB, PR, PTN (hoje Podemos) e PPS. Apesar de ter registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aliança à coligação de Camilo, o Solidariedade esteve ao lado da candidatura de Eunício Oliveira (PMDB).

Atualmente, PSC, DEM, PRP e PPS apoiam o petista. Já o PSB, agora sob o comando do deputado federal Odorico Monteiro (ex-Partido dos Trabalhadores e ex-PROS), tende a se aproximar mais da administração de Camilo. Mesmo perdendo aliados, a oposição já tem o Partido da Mulher Brasileira (PMB) e o Partido Social Democrata (PSD).

Em 2014, a coligação "Para o Ceará Seguir Mudando", pela qual o governador foi eleito, contou com a adesão de 17 legendas. Para o próximo ano, Camilo perde os apoios de PSD e PMB, mas poderá apresentar uma coligação maior com os reforços de PSC, DEM, PRP, PPS e PSB. Por enquanto, a força da bancada oposicionista está nas seguintes legendas: PMDB, PSDB, PR, PSDC e Podemos.

Os opositores à gestão atual têm buscado unidade contra o Governo de Santana. A Rede e o Partido Novo ainda não têm musculatura no Ceará, mas também devem participar do processo eleitoral de 2018. Já PSOL, PCB e PSTU tendem a seguir fazendo oposição mais isolada, como nos últimos pleitos.

Na Assembleia Legislativa do Ceará, a força do governador pode ser percebida durante as votações de matérias de interesse do Poder Executivo, nas quais quase sempre, apesar dos reclames da oposição, ele consegue atrair a maioria expressiva dos votos dos deputados estaduais. De acordo com os posicionamentos de parlamentares na Casa, o petista tem um total de 35 apoiadores nas votações, o que também poderá ser refletido em alianças a uma eventual candidatura de Camilo à reeleição, em 2018.

Alguns parlamentares, inclusive de partidos da oposição, já dão como certo o apoio à candidatura do chefe do Executivo. Somente 11 deputados não apoiam os atos do governador, o que deve ser refletido também no pleito do próximo ano. São eles: Roberto Mesquita (PSD), Odilon Aguiar (PMB), Capitão Wagner (PR), Fernanda Pessoa (PR), Carlos Matos (PSDB), Renato Roseno (PSOL), Heitor Férrer (PSB), Ely Aguiar (PSDC), Aderlânia Noronha (SD), Leonardo Araújo (PMDB) e Danniel Oliveira (PMDB).

Manutenção

Dificilmente o comportamento desses parlamentares mudará nos meses vindouros até a disputa eleitoral do próximo ano, e eles devem seguir marcando espaço contra a gestão. Caberá aos outros 35 parlamentares o trabalho de fazer a defesa do Governo diante dos ataques oriundos da bancada oposicionista.

O líder do Governo na Assembleia, Evandro Leitão (PDT), diz que a tendência é que a administração estadual siga apenas com os apoios que já conseguiu atrair no decorrer dos últimos anos. No entanto, ele ressalta que quanto mais aliados ao projeto de Camilo Santana, melhor.


DN

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