PSDB AVALIA HOJE FUTURA ALIANÇA A TEMER

O PSDB vai reunir hoje, em Brasília, toda a sua direção, congressistas, governadores, prefeitos de capitais e dirigentes regionais para decidir a manutenção ou a retirada do apoio a Temer.


A cúpula do PSDB opera também para evitar uma decisão final sobre o assunto hoje, já que os parlamentares da sigla estão divididos. De 49 tucanos consultados pela reportagem, 19 declararam apoio ao rompimento com o Palácio do Planalto, 19 querem permanecer no governo -ao menos por enquanto- e 11 se declararam indecisos ou não quiseram opinar.

O presidente do partido, senador Tasso Jereissati (CE), que evitava se posicionar sobre o tema, sinalizou pela primeira vez um movimento de desembarque, ao dizer que a sigla, que tem quatro ministérios, não precisa de cargos para apoiar as reformas propostas por Temer.

Enxergando uma tendência de rompimento, o Palácio do Planalto contra-atacou. Temer convocou os ministros tucanos para tentar enquadrar a cúpula da sigla e, ao longo da semana, recebeu pessoalmente 18 dos 46 deputados do PSDB.

O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), reuniu-se com Tasso para levar o recado: "Se o PSDB deixar hoje a base, vai ficar muito difícil de o PMDB apoiá-los nas eleições 2018. Política é feita de reciprocidade", disse, pouco antes do encontro.

O PSDB é o segundo maior partido do Congresso e o maior aliado do PMDB de Temer. Os votos tucanos são essenciais para barrar a provável denúncia da Procuradoria-Geral da República contra Temer.

Estados

A pressão no PSDB para um rompimento da aliança com o PMDB não está restrita à esfera federal.

Nos dois Estados em que o partido participa de um governo peemedebista - Espírito Santo e Rio Grande do Sul - esse movimento também existe e pode ganhar força caso.

DN

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