POLÍCIA FEDERAL ENVIA 84 PERGUNTAS AO PRESIDENTE

A Polícia Federal enviou um rol de 84 perguntas ao presidente Michel Temer no inquérito da Operação Patmos - investigação que põe sob suspeita o peemedebista no caso JBS. As perguntas foram entregues a um advogado do peemedebista.

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Na semana passada, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), deu 24 horas para o presidente responder às indagações dos investigadores.

Temer mergulhou em sua pior crise política após ser gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS, no Palácio do Jaburu. O conteúdo do áudio é peça chave do inquérito da Polícia Federal que põe o presidente sob suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Joesley fez a gravação às escondidas - o presidente não sabia que sua visita no Jaburu estava munida de um gravador.

Na conversa, Joesley narrou a Temer uma rotina de crimes. Segundo os investigadores, a reunião serviu para Temer "escalar" Rocha Loures como seu interlocutor com a JBS para tratar dos interesses do grupo no governo. Temer alega que o áudio foi "manipulado, adulterado".

Ao acuar Temer com 84 perguntas, a PF colocou sobre a mesa questionamentos relativos às relações do peemedebista com seu ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado pelo PMDB do Paraná.

"Rodrigo Rocha Loures é pessoa da estrita confiança de Vossa Excelência?", pergunta a PF.

Loures foi flagrado correndo por uma rua de São Paulo, em abril, carregando uma mala estufada de propinas da JBS - R$ 500 mil - divididos em 10 mil notas de R$ 50. O policial quer saber desde quando Temer conhece o "homem da mala". Outra indagação se refere a uma doação que o presidente teria feito a Loures.

A PF também questionou o presidente sobre as razões que o levaram a receber Joesley.

Ao decretar a prisão preventiva do "homem da mala", Fachin afastou a tese de ilegalidade no áudio Joesley-Temer.

Segundo o ministro, a jurisprudência da Corte "é pacífica no sentido de que é lícita a captação ambiental de conversa".

DN

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