POLÍCIA CIVIL APREENDE 1.200 KG DE MACONHA VINDA DO PARAGUAI

Cerca de 1,2 tonelada de maconha prensada trazida do Paraguai e 35 maços de cigarros importados foram apreendidos, na madrugada de ontem, pela Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD). Mediante denúncia anônima, a Polícia Civil chegou a Nickson Eliandro de Sousa, de 20 anos, designado para receber, armazenar e distribuir a droga em Fortaleza.


Após realizarem campanas no bairro Bom Jardim, onde o jovem mora, os investigadores o seguiram até o bairro Jóquei Clube, onde estava escondido o carregamento de entorpecentes. Ao abordarem Nickson Sousa, os policiais encontraram, aproximadamente, 100Kg de maconha no interior do veículo que ele dirigia. "A investigação aponta que a droga chegou fracionada. Tanto é que a primeira investida da Polícia foi exatamente no carro que transportava o material", afirma o delegado geral adjunto da Polícia Civil do Ceará, Marcus Rattacaso.


Os mais de mil quilos de maconha prensada foram encontrados em uma casa, localizada na Rua Guarani, alugada por Nickson de Sousa para ser o ponto de armazenamento. Conforme policiais que atuam na DCTD, a estimativa é que cerca de 2 mil quilos de maconha tenham chegado aqui, mas o suspeito já teria iniciado a distribuição, quando foi descoberto.

Conforme os policiais, o carregamento veio em caminhões. Partiu do Paraguai, fez paradas em alguns estados e entrou no Ceará pela divisa com o Piauí. "Nesse esquema, o papel dele era receber e armazenar a droga nessa casa desabitada e posteriormente distribuir aos traficantes, que fariam a revenda para o consumidor final dessa droga", explica a diretora da DCTD, delegada Patrícia Bezerra.

Segundo a delegada, a Polícia descarta o envolvimento de outros cearenses. "O que pode haver são traficantes que receberiam essa droga e venderiam ao consumidor final. Mas no esquema internacional e interestadual, o elo do Ceará seria o Nickson", conclui.

O suspeito só falou com a Polícia informalmente. "Ele fez uso do direito de permanecer em silêncio por ocasião do interrogatório. Apenas de maneira informal, revelou aos investigadores que não conhecia ninguém, não sabia o rosto e nem o nome", disse Patrícia Bezerra.


Durante a conversa com os agentes, ele contou que os contatos eram feitos por ligações telefônicas, momento em que recebia orientações sobre quando receberia a droga. Por telefone, também era acertado o local para armazenar a maconha, assim como para quem ela seria distribuída posteriormente.

Fiscalização

Questionada sobre a fragilidade da fiscalização nas fronteiras e nas estradas, Patrícia Bezerra disse que os criminosos aprimoram seus métodos. "Os traficantes vêm se especializando usando de artifícios cada vez mais sofisticados para que o comércio do entorpecente aconteça. Mas, temos uma Polícia Civil preparada que tem conseguido estar um passo à frente do traficante".

De acordo com o delegado Marcus Rattacaso, o trabalho da Instituição vai contribuir para que o índice de violência diminua no Estado. "A grande maioria dos homicídios e chacinas que a gente registra em nossa Capital são exatamente decorrentes da disputa pelo tráfico de droga. Então, uma pancada dessa natureza tende a desarticular a quadrilha e desestimular esse tipo de conduta criminosa".

As investigações avançam agora na tentativa de chegar a outros possíveis nomes que receberiam a droga, uma vez que, pela quantidade apreendida, a DCTD acredita que o material seria distribuído para cidades do Interior do Ceará.

Nickson Sousa tinha em sua ficha criminal apenas um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por infração de trânsito. Ele foi autuado em flagrante pelo crime previsto no artigo 33 da Lei de Drogas. A Polícia tem 30 dias para finalizar o inquérito e remeter ao Judiciário. Os investigadores afirmaram que o suspeito está em uma carceragem à disposição da Justiça.


DN

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