MICHEL TEMER JÁ MONTAR ESTRATÉGIA PÓS JULGAMENTO

Diante da sinalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Palácio do Planalto e a base aliada no Congresso já intensificam a mobilização para barrar eventual denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer por conta da delação premiada do empresário Joesley Batista, da JBS.

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O presidente está se reunindo com aliados desde a semana passada -e reforça agora- para fechar um mapa de apoios.

Segundo um aliado, o presidente quer ter cerca de 300 votos a seu favor, quando ele precisa de apenas 172 votos para barrar a aprovação pela Câmara de autorização para abertura de processo contra Temer por infração penal. Temer aposta na sua relação com os deputados, principalmente como o chamado baixo clero, para isso e numa irritação nos corredores do Congresso com o que se chama de "abusos" do Ministério Público, inclusive na prisão de parlamentares e ex-parlamentares.

Aliados de Temer ainda mostraram alívio com a sinalização dos ministros do TSE, em especial com Tarcísio Vieira, que foi nomeado por Temer há pouco tempo mas até agora dava sinais contraditórios sobre sua posição. Na manhã de ontem, ele se posicionou contra novas provas, notadamente da Odebrecht.

"Não estão aceitando as delações posteriores. Excelente sinalização para o final", disse um deputado aliado.

Bondades

A Constituição determina que a abertura de processo seja autorizada pela Câmara, por 2/3 dos deputados, ou seja, 342 dos 513.

Temer tem recebido deputados, aprovado pacote de bondades e usado também nomeações no Diário Oficial.

A aliados, o presidente disse que "não há chances" de a Câmara dos Deputados aprovar abertura de processo por crime penal ou mesmo impeachment, por crime de responsabilidade.

Aliados contabilizam que, com todo o desgaste, o Palácio do Planalto tem pelo menos 250 votos. Temer montou um QG de aliados, que conta com os deputados Beto Mansur (PRB-SP), Darcísio Perondi (PMDB-RS) e Carlos Marun (PMDB-MS). E ainda recebeu toda a bancada do PTB na noite de quarta-feira.

A tática de Temer é se aproximar cada vez mais dos partidos do chamado Centrão, diante da posição do PSDB, ora apoiando ora dizendo que sairá.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), classificou como "um assunto menor" o uso de uma aeronave da JBS, em 2011, por Temer quando era vice-presidente.

Ele disse ser comum autoridades pegarem carona em jatinhos de empresários e culpou a assessoria do Palácio do Planalto pelo desencontro de versões.


DN

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