EX-DIRETOR DO FBI ACUSA CASA BRANCA DE MENTIR SOBRE TRAMA RUSSA

O ex-diretor do FBI James Comey acusou o governo de Donald Trump, ontem, de espalhar mentiras e de praticar difamação em um depoimento dado no Senado americano, o qual pode ter consequências explosivas para a Casa Branca.

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Em uma audiência de quase três horas na Comissão de Inteligência dessa Casa, Comey reafirmou que Trump lhe pediu para deixar em paz seu então conselheiro de Segurança Nacional, o general Michael Flynn. O assessor de Trump estava na mira de uma investigação do FBI sobre a ingerência da Rússia na eleição presidencial de 2016.

Comey reconheceu que Trump nunca lhe pediu para encerrar qualquer investigação sobre Moscou. Declarou, porém, que, quando o presidente lhe pediu para deixar Flynn tranquilo, interpretou isso como "ordem" de seu comandante em chefe.

No início da sessão, o presidente da Comissão, senador Richard Burr, perguntou diretamente: "em algum momento o presidente lhe pediu para interromper a investigação sobre a ingerência russa nas eleições em 2016?". Comey deu uma resposta monossilábica: "não".

Sobre a investigação que conduzia naquele momento, Comey disse não ter dúvidas de que a Rússia exerceu ingerência nas eleições, mediante a invasão dos sistemas de computadores do Comitê Nacional do Partido Democrata. Ele admitiu, porém, que as informações que possuía não lhe permitiam afirmar que o resultado da eleição tenha sido manipulado.

Repercussão

Nesse contexto de forte pressão sobre a Presidência, Trump tentou se mostrar otimista.

"Vamos brigar e ganhar", garantiu Trump em reunião com governadores e prefeitos, enquanto Comey testemunhava.

Em declarações ontem, Marc Kasowitz, advogado de Trump, rejeitou as partes comprometedoras do depoimento. Chegou, inclusive, a sinalizar com a possibilidade de processar o ex-diretor do FBI, depois que este admitiu ter vazado para a imprensa informações confidenciais sobre uma conversa com o presidente.

Desse caso dependerá o futuro da administração de Trump, em dificuldades para concretizar as reformas prometidas.


DN

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