CHACINA EM HORIZONTE PODE TER SIDO ORDENADO POR DETENDO

A chacina ocorrida, na última segunda-feira (12), no bairro Diadema I, em Horizonte, pode ter sido ordenada por um detento. Informações iniciais colhidas pela Polícia Civil dão conta que um traficante custodiado na Unidade Prisional Agente Luciano Andrade Lima (antiga CPPL I), em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza, teria ordenado a morte de uma das vítimas.


De acordo com uma fonte que conversou com a reportagem, o alvo da ação era uma só pessoa, que já tinha sido aliada do traficante, mas agora estariam brigados. "Ele já tinha sido expulso da Maraponga e de Maracanaú por conta dessas brigas de tráfico e agora estava em Horizonte. O detento continua tendo poder e ordenou a morte", afirmou.

As outras quatro pessoas que morreram, incluindo um menino de três anos, e as duas baleadas estavam no mesmo lugar que o alvo comemorando um aniversário e acabaram atingidas, quando os atiradores abriram fogo. Morreram Herton Ricardo da Silva Menezes, Bruna Viana, Rafaela Alves Silveira, Marcilândio Cavalcante de Sousa e a criança, de nome não divulgado. Outras duas pessoas foram socorridas até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Horizonte, e depois transferidas ao Instituto Doutor José Frota.

Levantamentos da Polícia Civil mostram que apenas Cavalcante tinha antecedentes criminais. A mãe dele revelou aos policiais que o filho já respondeu por tráfico de drogas.

A chacina reforça que, mesmo no cárcere, detentos mostram ter força para continuar no comando de bandos e interferir na Segurança Pública.

Tiroteio

Testemunhas contaram que, por volta das 19h da segunda (12), quatro suspeitos chegaram na Rua Baturité, em um Toyota Corolla, de cor branca, desembarcaram em um bar e já dispararam contra as vítimas. No local do crime, o perito Antoniel Silva ressaltou que as lesões múltiplas foram provocadas por duas pistolas, de calibres distintos.

Durante o dia de ontem, a reportagem tentou contato com a equipe da Delegacia Metropolitana de Horizonte, comandada pelo delegado Rodrigo Jatahy, mas foi informada que os policiais estavam em diligência, tentando localizar os suspeitos do caso. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso.

DN

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