CAMILO SANTANA DIZ QUE BASE ALIADA CRESCE PARA ELEIÇÕES 2018

O governador Camilo Santana (PT) disse ontem, em entrevista ao Diário do Nordeste, que, por enquanto, não tem intenção de deixar os quadros do Partido dos Trabalhadores, mas não descarta essa possibilidade. O chefe do Executivo visitou, na manhã de ontem, o Sistema Verdes Mares, e destacou, dentre outros assuntos, o crescimento de sua base de apoio na Assembleia Legislativa, que lhe dará sustentação em eventual disputa à reeleição.

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Camilo, já há algum tempo, tem fugido de questionamentos que dizem respeito ao processo eleitoral, mas são inegáveis as articulações que sua gestão vem realizando com vistas a se fortalecer para o pleito de 2018. Questionado sobre a força de sua base, hoje, no Legislativo Estadual, o petista disse que "reeleição só será tratada em 2018". No entanto, afirmou que o aumento gradual de aliados no Legislativo é fruto de uma relação de diálogo com os parlamentares desde o início do mandato.

"Temos que ter a compreensão que estamos vivendo um momento de extrema dificuldade no Brasil, com uma das maiores recessões econômicas dos últimos cem anos e um momento político instável. Temos que focar na política de resultados, para que possamos trazer melhorias para a população", frisou.

De dezembro até junho, o governador atraiu para a base os deputados Audic Mota, Silvana Oliveira e Agenor Neto, todos do PMDB; além de Tomaz Holanda (PPS) e João Jaime (DEM). Em contrapartida, Odilon Aguiar (PMB), que até o fim de 2016 era secretário de Governo, hoje é um dos principais opositores.

Visão republicana

"Independente de ser apoiador ou não do Governo, é preciso ter visão mais republicana, e acho que a Assembleia tem vivido isso. Tenho procurado sempre o diálogo e estamos consolidando uma base importante que tem dado apoio ao nosso trabalho, pensando no povo cearense".

Dentro do PT, o governador, porém, tem enfrentado divergências. Recentemente, petistas chegaram a lançar carta aberta contrariando o posicionamento do correligionário quanto à realização de eleições diretas, caso houvesse queda do Governo Michel Temer. Camilo disse que divergências fazem "parte da democracia". Questionado sobre a possibilidade de ficar no PT, o governador disse que "2018 é 2018" e emendou: "Não tenho intenção de sair por enquanto".


DN

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