ATO-SHOW EM SÃO PAULO PEDE 'ELEIÇÕES DIRETAS'

Manifestantes e militância de partidos e movimentos de esquerda se reuniram ontem no largo da Batata, zona oeste de São Paulo, em ato pela saída do presidente Michel Temer e realização de eleições diretas. Organizado por blocos carnavalescos, o protesto não vetou a participação de movimentos que pediram a saída da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) - no entanto, os grupos não estiveram no evento. Os organizadores calcularam adesão de 100 mil pessoas ao ato-show, enquanto a Guarda Civil Metropolitana de São Paulo, estimou o público em 10 mil.




Além dos blocos, estiveram à frente do ato grupos de esquerda, como Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.

Participantes do ato empunham bandeiras e usavam camisas de partidos como PT, PCO e PDT, da CUT e de movimentos como a CMP e MTST.

Apresentação de artistas

Em um trio no Largo, artistas fazem apresentações e pedem "fora, Temer" e "diretas já". Primeiro a se apresentar, o cantor Chico César criticou a gestão do prefeito João Doria (PSDB), sob aplausos do público. O líder do MTST, Guilherme Boulos, e outros representantes de movimentos, engrossaram o coro contra a prefeitura e governo do Estado, criticando a ação na cracolândia e secretário municipal de Cultura, André Sturm, que disse querer "quebrar a cara" de um agente cultural. "Parabéns aos grupos de cultura que ocuparam a secretaria do Doria", disse Boulos no trio.

Participaram da manifestação deputados federais como Ivan Valente (PSOL) e Paulo Teixeira (PT). Artistas como Péricles, Emicida, Criolo, Mano Brown, Paulo Miklos e Pitty, entre outros se apresentaram.

O ato pelas Diretas Já teve um posto de coleta de assinaturas em apoio às Diretas Já, organizado pelo PSOL. Também era possível aderir a um abaixo-assinado que pede a saída do secretário municipal de Cultura de São Paulo, André Sturm.

Em outro ponto do ato, era possível ouvir um grupo de manifestantes cantar: "Não acabou, tem que acabar, quero o fim da Polícia Militar".

Apartidários

Muitos dos manifestantes que foram até o largo da Batata, não se consideram de esquerda ou direita, mas favoráveis ao combate a corrupção e transparência no governo. "Espero que esse ato atraia um público diverso, para que as pessoas entendam que as Diretas Já podem unir pessoas diferentes. É importante pensar nessa diversidade e tolerância", declara a pesquisadora Aline Khouri, de 27 anos.

A pesquisadora reitera a necessidade de ser uma mobilização bem planejada "para que não se transforme em trampolim para um candidato populista e conservador".

Pressão contra o presidente

Artistas apoiam o movimento

Estiveram à frente do protesto grupos que empunharam bandeiras com críticas à atual gestão. Cantores, como o Chico César, endossaram o coro contra Michel Temer.


DN

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