APÓS ABSORVIÇÃO NO TSE, TEMER MIRA CONGRESSO E JANOT; PGR TERIA ÁUDIO INÉDITO

Após o julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde foi absolvido no processo de cassação, o presidente Michel Temer prepara ofensiva contra o procurador-geral da República Rodrigo Janot e os rumos da Lava-Jato. 


Para “barrar” Janot e o ministro e relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, Temer aposta fichas no possível apoio do Congresso na tentativa de impedir o avanço de provável denúncia contra ele, segundo informações do Estadão.

Há informações extraoficiais, que há um áudio inédito entregue por Joesley Batista, da JBS, capaz de complicar a situação do presidente Michel Temer. A gravação é mantida em segredo pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Os investigadores não sabem ainda em que momento o material será usado, de acordo com a revista Época.

Ofensiva para conter avanços de Janot e Fachin: "Centrão" é alternativa

O governo necessita de de pelo menos 172 votos na Câmara para barrar a esperada acusação do Ministério Público. A expectativa do Planalto é que a maioria dos deputados faça adesão para conter os avanços de Janot e Fachin nessa disputa. Temer é investigado por corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa.

Com a ameaça do PSDB de deixar a base aliada, o bloco conhecido como "Centrão" (formado por PP, PR, PTB, PRB e PSC) corre na defesa de Temer, apresentando-se como “alternativa” aos tucanos. O grupo reúne cerca de 150 deputados e pode ser número necessário para salvar o presidente de eventual cassação do mandato. 

Cargos

Grupo do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o Centrão praticamente se desintegrou após a prisão do peemedebista na Lava-Jato, no ano passado. Com o cerco se fechando em torno de Temer, porém, o bloco ganhou importância e está de olho em vagas hoje controladas pelo PSDB.

Caso, por exemplo, do Ministério das Cidades, ocupado pelo deputado licenciado Bruno Araújo (PSDB) e cobiçado pelo PP, que hoje comanda a Saúde.

A garantia de governabilidade dada pelo bloco a Temer espera, ainda, recompensa com cargos em estatais e diretorias de bancos. Mesmo que o PSDB não deixe a base agora, o Centrão promete ficar ao lado de Temer, à espera do melhor momento para ampliar o seu espaço.


DN

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