POLÍCIA PRENDE DOIS NOVOS SUSPEITOS POR ATENDADO EM MANCHESTER

Dois jovens, de 25 e 19 anos, respectivamente, foram detidos ontem, em Manchester, no Reino Unido, suspeitos de envolvimento no ataque terrorista que deixou 22 mortos e 116 feridos, incluindo crianças e adolescentes, segunda-feira da semana passada, 22, na cidade britânica. No atentado, Salman Abedi, de 22 anos, detonou explosivos que levava consigo depois de um show da cantora pop americana Ariana Grande no Manchester Arena. Com as prisões, sobe para 13 o número de pessoas presas vinculadas à investigação.

Antes da Great Manchester Run, corredores fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas do atentado terrorista. Evento acontecia enquanto polícia realizava as novas prisões JON SUPER/AFP

A ação policial aconteceu enquanto a cidade celebrava sua tradicional corrida de rua, a Great Manchester Run. Alguns corredores se vestiram de super-heróis ou bombeiros, uma expressão de gratidão para com os socorristas.

O jovem de 19 anos foi detido na região de Gorton, sudeste da cidade, por suspeitas de crimes que violam a lei antiterror. Mais cedo, um suspeito de 25 anos já tinha sido detido no bairro de Old Trafford. Uma operação de busca também foi realizada em Moss Side, no sul da cidade.

No sábado à noite, a polícia publicou fotos do homem-bomba, lançando um apelo a testemunhas para tentar estabelecer seus últimos passos. As duas fotos, capturadas de imagens de câmeras de vigilância, mostram Abedi na noite do ataque. O britânico de origem líbia usava boné e carregava uma mochila.

Os investigadores querem coletar todas as informações sobre as ações do homem-bomba desde 18 de maio, quando ele “regressou ao Reino Unido”. De acordo com uma fonte próxima à família, Abedi se encontrava na Líbia alguns dias antes do ataque. Ele alugou um apartamento no centro da cidade, de onde saiu para o local do show.

A polícia também forneceu detalhes sobre o avanço das investigações. Um total de mil agentes foram mobilizados para analisar mais de 800 peças de evidência (incluindo 205 documentos digitais) e realizar as operações de busca em 18 lugares diferentes, enquanto cerca de 13 mil horas de imagens de câmeras de segurança foram analisadas.

O pai e um dos irmãos do homem-bomba foram presos na Líbia. O pai era membro do Grupo Islâmico de Combate Líbio (GICL), que se opunha ao regime do ditador Muammar Kadhafi, derrubado em 2011.

Com o avanço da investigação, o nível de alerta terrorista no Reino Unido foi rebaixado de “crítico” para “grave”, segundo a primeira-ministra Theresa May. A premier, no entanto, chamou os britânicos a “permanecerem vigilantes” e disse que o Exército permaneceria implantado até o término do final de semana prolongado.

O atentado colocou a segurança no centro da campanha eleitoral das legislativas de 8 de junho, retomada na última sexta-feira depois de ser suspensa em razão do ataque. A luta contra o terrorismo deve ocupar grande parte do debate televisionado nesta semana. (AFP)

OPOVO

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