PICHADOR MORTO APÓS CAIR DE PRÉDIO EM SÃO PAULO FAZIA ANIVERSÁRIO NO DIA DO ACIDENTE

O pichador Patrick Alexandro Liu, morto no domingo (28) após cair de um prédio no Centro de São Paulo, completava 34 anos no dia do acidente. Os três amigos que o acompanhavam foram presos e vão responder por homicídio culposo, além do crime de pichação.


Segundo a Polícia Militar (PM), os colegas de Patrick foram encontrados logo após o acidente, próximo ao local da queda. Eles foram identificados por testemunhas. “Estavam chorando. Todos estavam comovidos por ter perdido o amigo”, conta um cabo que participou da detenção.

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Patrick morreu enquanto pichava um prédio na Rua Rui Barbosa, no bairro do Bexiga. O acidente ocorreu por volta das 5h20 do domingo. Epifánio Ribeiro Filho, zelador do edifício, acordou com o barulho da queda.

“Escutei o vidro da janela quebrando. Achei que estavam roubando o prédio (...) quando cheguei na frente tinha bastante gente na rua. Os vizinhos comentando que eram pichadores, que um tinha caído sob a marquise e três tinham fugido”, conta ele.

A vítima e os amigos subiram pela laje de um imóvel vizinho e escalavam o prédio. O objetivo era pichar a parede acima da janela do quarto andar. Os dois andares abaixo já havia sido alvos de pichadores no ano passado, de acordo com o zelador.

Patrick se desequilibrou na subida, caiu sobre a grade pontiaguda do edifício e ficou preso nos fios de alta tensão. Ele morreu na hora. Murilo Milan Gimenez, de 23 anos, Rafael Gomes da Silva, de 30, e Evandro Guedes Pedrosa, 38, o acompanhavam.

Conforme informou a polícia, Rafael já tinha sido preso por pichação e Evandro tem passagens por pichação e furto. Agora, junto com Murilo, terão de responder por homicídio culposo. O delegado que assumiu o caso entendeu que o trio agiu com imprudência e imperícia. Eles não sabiam escalar e não usaram nenhum equipamento de segurança. Logo, assumiram o risco.

O delegado estipulou uma fiança de R$ 18.734 reais, o equivalente a 20 salários mínimos para cada um dos pichadores. Como ainda não pagaram, os três foram mantidos na cadeia. Eles têm até a manhã desta segunda-feira para quitar o valor. Caso contrário, serão levados para audiência de custódia e caberá a um juiz decidir se eles vão responder ao processo em liberdade ou se passarão a cumprir prisão preventiva.

G1

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