LULA E MORO TRAVAM GUERRA DE ESTRATÉGIAS PARA AMANHÃ

Numa verdadeira queda de braço, o ex-presidente Lula e o juiz Sergio Moro travam nova batalha de estratégias às vésperas do depoimento do petista marcado para amanhã em Curitiba.


Acusado de ser beneficiário de propina, por meio de um triplex que teria sido cedido pela empreiteira OAS ao ex-presidente, Lula pediu adiamento do depoimento para análise dos documentos do processo.

A defesa do petista recorreu ontem ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, com um habeas corpus pedindo a suspensão do processo com objetivo de ganhar tempo para avaliar documentos da Petrobras.

Os advogados alegam que o grande volume dos arquivos foi liberado pelo juiz Sergio Moro de forma tardia. Ainda segundo a defesa, os “5,42 gigabytes de mídia e cerca de 5 mil documentos estimados cerca de 100 mil páginas” são “materialmente impossível” de serem analisados até amanhã. Até o fechamento desta página, o TRF4 ainda não havia despachado o pedido.

Por outro lado, o juiz Moro, que responde pelas investigações da Operação Lava Jato, proibiu que os advogados do ex-presidente realizassem uma gravação extra do depoimento sob ângulo diferente do habitual.

“A câmara é focada no depoente, acusado ou testemunha, porque se trata do elemento probatório relevante e que será avaliado pelos julgadores das várias instâncias. Não há qualquer intenção de prejudicar o acusado ou sugerir a sua culpa com esse foco, tanto assim que o depoimento das testemunhas, que não sofrem qualquer acusação, é registrado da mesma forma”, disse o juiz em despacho.

Na proibição, Moro argumenta, ainda, que o pedido da defesa tentava transformar o interrogatório “em um evento político-partidário”.

Manifestação

Ontem a Prefeitura de Curitiba conseguiu uma liminar que proíbe a passagem de pedestres e veículos nas áreas próximas à Justiça Federal e montagem de estruturas e acampamentos em ruas e praças da cidade.

A ação judicial se deu após grupos que apoiam o ex-presidente organizarem caravanas para o local em protesto contra o que chamam de “perseguição”.

De acordo com a juíza Diele Denardin Zydek, que deferiu a liminar, “o direito de manifestação não se confunde com a possibilidade de ocupação de bens públicos ou particulares”.

Respondendo à juíza, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou que “todos sabem que a manifestação é pacífica e contrária à ação de provocadores e arruaceiros organizados pela direita”.

Movimentos integrantes da Frente Brasil Popular organizam programação com diversas atividades entre a manhã de hoje e a noite de amanhã. As caravanas devem sair de vários Estados do País.

OPOVO

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