EUNICIO AFIRMA QUE PMDB EM PESO ESTÁ COM TEMER

Em mais uma tentativa de transmitir normalidade diante da crise institucional do governo de Michel Temer, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que reunião do presidente com a bancada peemedebista ontem foi positiva e que senadores demonstraram apoio irrestrito ao presidente. Dos 22 senadores da bancada, 18 estiveram presentes.

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Os faltosos fazem parte justamente do grupo oposicionista ao presidente, entre eles, o líder da bancada, senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

De acordo com Eunício, Temer convidou a bancada do PMDB no Senado para fazer um explanação sobre a atual conjuntura política, assim como já vinha fazendo com outros grupos ao longo da semana.

O presidente do Senado comentou a gravidade da crise no governo, mas a minimizou ao dizer que o presidente está focado na aprovação das reformas estruturais. "Ninguém pode dizer que não há uma crise grave no País, é um crise política, econômica e nas instituições. Mas o presidente reafirmou seu compromisso com as reformas".

Segundo Eunício, Temer afirmou que ficará até 31 de dezembro de 2018 como presidente.

Eunício negou que o comportamento de Renan à frente da bancada tenha sido tratado na reunião. "Qualquer questionamento interno precisa ser resolvido dentro da bancada e não em reunião com presidente", disse.

Entretanto, segundo apurou a reportagem, o assunto foi tratado na reunião, quando senadores se queixaram que Renan tem se posicionado contra o governo sem consultar os demais.

Confronto

Os dois maiores caciques do PMDB no Senado se confrontaram no plenário para medir forças no partido. Renan Calheiros , que tem criticado o governo, e o presidente do PMDB, Romero Jucá (PMDB-RR), aliado de Temer, se estranharam em discursos na tribuna.

Tudo começou quando Renan discursou contra a decisão de Temer de assinar um decreto autorizando o uso das Forças Armadas contra as manifestações na Esplanada dos Ministérios.

"Beira a insensatez fazer isso num momento em que o País pega fogo. Beira a irresponsabilidade. E fazer isso de forma dissimulada, dizendo que foi a pedido do presidente da Câmara dos Deputados", afirmou Renan.

Em seguida, foi a vez de Jucá subir à tribuna. O senador foi taxativo. "Ninguém está autorizado a subir na tribuna para dizer que o PMDB não apoia o presidente Michel Temer. Eu sou o presidente do PMDB e eu me reuni com a bancada e o presidente hoje. A posição individual não pode superar a decisão coletiva", afirmou Jucá.

DN

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