TEMER REUNI ALIADOS POR REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Às vésperas de mais uma semana com votações importantes no Congresso - como a do projeto que cria o Regime de Recuperação Fiscal (RRF) - e trabalhando no convencimento parlamentares para conseguir aprovar a reforma da Previdência, o presidente Michel Temer deixou o Palácio do Jaburu no início da tarde de ontem e reuniu-se com aliados na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).


Também participaram do encontro os ministros Raul Jungmann (Defesa), Bruno Araújo (Cidades), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Mendonça Filho (Educação). O presidente do Senado, Eunício Oliveira, e o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro, também estiveram na reunião.

Temer tem buscado apoio da base para que os partidos fechem questão em relação à reforma da Previdência. O PPS, por exemplo, que tem duas pastas - Defesa, com Jungmann, e Cultura, com Roberto Freire -, mostrou infidelidade na votação do projeto de terceirização na Câmara, ao lado do próprio PMDB, do PSDB e de outros aliados.

Temer, segundo interlocutores, tem se mostrado "obstinado" pela aprovação da reforma da Previdência. De acordo com o Placar da Previdência, levantamento realizado pelo Grupo Estado com deputados a respeito de reforma que tramita na Câmara, o número de parlamentares contrários à proposta continua em 272, enquanto o dos que são a favor subiu para 99.

Conforme o placar, até às 15h30 de ontem, havia 35 indecisos; 61 não quiseram responder; 44 não foram encontrados, e um disse que deve se abster.

PPS

Após almoço com o presidente Michel Temer ontem, ministro Raul Jungmann (Defesa) disse que o PPS vai fechar questão para que todos os deputados da sigla votem a favor da reforma da Previdência. Segundo o ministro, a Executiva do partido vai se reunir depois do feriado de Páscoa para debater o tema. Na sequência, haverá um encontro com a bancada da Câmara, que tem demonstrado resistência em apoiar a proposta.

"Eu relatei ao presidente Temer que o PPS optou por fechar questão. As mudanças que foram feitas naqueles cinco pontos se ajustam ao que era esperado pela bancada", disse.

Com dificuldades em aprovar a reforma da Previdência, o governo decidiu ceder e, na semana passada, anunciou alterações na regra de transição, na aposentadoria do trabalhador rural, nos regimes especiais para policiais e professores, no Benefício de Prestação Continuada - para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda - e nas pensões.

Apesar da declaração de Jungmann, o líder do PPS na Câmara, Arnaldo Jordy (PA), afirmou que as mudanças devem facilitar o apoio dos deputados do partido à proposta. Ele, no entanto, disse que a bancada vai esperar o texto final do relator Arthur Maia (PPS-BA) para decidir se vai ou não fechar questão.

A postura do PPS em relação à Previdência tem irritado o Palácio do Planalto. Interlocutores de Temer lembram que o partido, que tem apenas oito deputados, ocupa duas pastas na Esplanada dos Ministérios - Defesa, com Jungmann, e Cultura, com Roberto Freire. A postura do líder do partido na Câmara preocupou o Planalto.

Governadores

Os governadores peessedebistas Geraldo Alckmin (SP) e Marconi Perillo (GO) fizeram ontem uma forte defesa da reforma da Previdência para servidores estaduais. Tanto Alckmin quanto Perillo defenderam que os servidores tenham um tratamento mais próximo ao do setor privado.

DN

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