TEMER ADMITE BAIXA POPULARIDADE E SE DIZ INDIGNADO COM LISTA FACHIN

O presidente Michel Temer (PMDB) disse, em entrevista à TV Bandeirantes, que compartilha da indignação dos brasileiros com a lista de Fachin e o número de políticos citados nas delações da Odebrecht.


"Quando você vê uma lista com 200 nomes - e agora se alardeia que tem mais 200 nomes-, você tem muita gente do Congresso, você tem ex-presidentes, você vê governadores, você tem uma multidão", afirmou Temer sobre o número de políticos citados por delatores da Odebrecht.

"A indignação é verdadeira, e eu compartilho essa indignação. Eu não faço uma crítica à indignação que a população sente, é mais que razoável. É legítima porque é quase, digamos assim, assustador", declarou.

O presidente é citado em pedidos de abertura de dois inquéritos relacionados às delações da Odebrecht, mas tem "imunidade temporária" e não pode ser investigado por crimes que não ocorreram durante o exercício do mandato. Na entrevista, Temer admitiu que não conta com grande apoio da população -pesquisa Ibope de 31 de março mostra que seu governo é aprovado por 10% e reprovado por 55%- e por isso depende do Congresso.

"Estou governando apoiado pelo Congresso Nacional. Sei que meu índice de popularidade é pequeno, a imprensa também não me dá grande apoio. O grande apoio que eu tenho é pelo Congresso Nacional. Consegui aprovar coisas que estavam paradas lá há muito tempo", disse.

Sobre a presença de oito ministros de seu governo na lista de investigados, após autorização do ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato no STF, Temer afirmou que vai afastar temporariamente aqueles que forem denunciados e demiti-los caso a Justiça aceite a denúncia. "Se confirmado réu, o afastamento é definitivo".

Ele destacou que o processo é longo e que os ministros seguem nos cargos até que a denúncia seja aceita, "mas pode acontecer também que o próprio se sinta desconfortável e queira sair".

7 a 1

Temer também afirmou que não atuou pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), de quem era vice, pois o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha -hoje preso- agiu por conta própria, não para beneficiá-lo.

Temer alfinetou o ex-presidente do Senado e atual líder da bancada do PMDB na Casa, Renan Calheiros, que era aliado do governo, mas passou a criticar Temer e chegou a comparar seu governo à seleção de Dunga, dizendo que o país precisava de um governo estilo Tite.

"O Renan é de idas e vindas, ele vai e volta. Acho que ele quis ter seus momentos de Felipão e isso lembra um pouco o 7 a 1 da Alemanha".

DN

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