STF HOMOLOGA DELAÇÕES DOS MARQUETEIROS DE DILMA

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou ontem as delações premiadas do marqueteiro João Santana, de sua mulher Monica Moura e do funcionário do casal André Reis Santana. A homologação do acordo foi feita pelo ministro porque os delatores citaram em seus relatos políticos com foro privilegiado no Supremo.


O casal foi preso em 2016 na Operação Lava-Jato. Santana e a mulher acabaram soltos por ordem do juiz federal Sergio Moro depois que iniciaram a negociação para a delação.

Durante o julgamento da ação que pede a cassação da chapa Dilma/Temer, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o vice-procurador-geral eleitoral Nicolao Dino revelou aos ministros em plenário que João Santana e Monica Moura haviam firmado acordo de delação premiada perante a Procuradoria-Geral da República. "Considerando que é relevante a colheita da prova, se afigura não menos importante que se inquiram também o senhor João Cerqueira Santana, a senhora Monica Moura e o senhor André Luiz Reis Santana. Digo isso diante da recentíssima notícia de que as pessoas nominadas celebraram acordo de colaboração premiada com o PGR, acordo esse que se encontra submetido ao STF", disse Dino.

Dino pediu, no julgamento, que Mônica, João Santana e André Reis Santana fossem ouvidos no âmbito do processo eleitoral. O pedido foi deferido pelo relator, ministro Herman Benjamin, e pelos demais integrantes do TSE.

João Santana foi marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e de Dilma (2010 e 2014). O casal foi preso na Operação Acarajé, desdobramento da Lava-Jato.

Pagamentos

Em delação premiada, os executivos da Odebrecht detalharam pagamentos feitos ao codinome "feira", usado para identificar o casal, no Brasil e no exterior. Os repasses eram feitos pelo setor conhecido como o departamento da propina, que operava a contabilidade paralela da empreiteira. Procurado pela reportagem, o advogado Juliano Campelo, que representa o casal, disse não poder se manifestar.

DN

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