DEPOIMENTO DE ODEBRECHT É FICÇÃO, DIZ MANTEGA

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou em depoimento ontem que declarações de Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral são uma "peça de ficção", segundo o advogado da ex-presidente Dilma Rousseff, Flávio Caetano.

Mantega falou na sede do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo durante cerca de uma hora e 15 minutos. O depoimento faz parte da nova fase de instrução do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação da chapa Dilma-Temer e foi solicitado pela defesa da petista.

Segundo Caetano, o ex-ministro negou que tenha negociado repasses para o PT e as campanhas eleitorais de Dilma e também que seria o "Pós-Italia" das planilhas de propina da Odebrecht. "Guido Mantega foi bastante enfático dizendo que as afirmações de Marcelo Odebrecht são todas mentirosas", disse o advogado da ex-presidente. Mantega entrou e saiu do depoimento sem falar com a imprensa. Ele chegou ao Tribunal acompanhado de seu advogado, José Roberto Batochio.

O Ministério Público pediu que fossem ouvidos o marqueteiro da campanha de 2014, João Santana, sua mulher, Mônica Moura, e André Santana, apontado como emissário de João.

O advogado de Dilma afirmou que Mantega confirmou ter se encontrado com Mônica Moura enquanto era ministro, mas não para discutir repasses. Segundo ele, as reuniões tratavam apenas de "preparação de debates" e conteúdo das propagandas eleitorais. As datas dos próximos depoimentos ainda não foram anunciadas. Somente após as oitivas, o relator do processo, ministro Herman Benjamin, abrirá o prazo de cinco dias para as alegações de defesa.


Brevidade

O presidente Michel Temer afirmou que gostaria que a ação que está no TSE fosse julgada "o mais rápido possível", pois é algo que, na sua avaliação, atrapalha o governo e a retomada da economia. "Eu gostaria que fosse julgado o mais rapidamente possível seja qual for a decisão. Estarei sempre obediente às decisões dos tribunais", afirmou. "Daí você tira uma pauta negativa da sua frente", completou.

Ao jornalista José Luiz Datena, da Rádio Bandeirantes, Temer afirmou que havia escutado suposições de que ele estaria envolvido em ilegalidades e ressaltou que não teve "participação em nenhuma bandalheira".

O presidente disse ainda que a decisão sobre o futuro da ação cabe ao TSE, mas que o ideal é que fosse declarada "a improcedência da ação". "Isso daria tranquilidade ao País".

O presidente rechaçou a ideia de "estar junto e misturado" com Dilma e afirmou que juridicamente seus advogados estão convencidos que as contas foram prestadas separadamente e foram julgadas em conjunto.

DN

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