BRASÍLIA VIVE DIA DE TENSÃO COM VOTAÇÕES NO CONGRESSO

Manifestantes tentaram invadir, na tarde desta terça-feira (18), a Câmara de Deputados, em Brasília, em protesto contra a reforma da Previdência. Agentes de segurança usaram bombas de efeito moral para tentar dispersar o grupo, formado em sua maioria por policiais civis. Com a confusão, parlamentares foram impedidos de ter acesso a Casa pela entrada.


OS manifestantes chegaram a passar pela chapelaria, entrada principal da Câmara que dá acesso aos salões negro e verde. Eles quebraram parte dos vidros da portaria principal da Câmara, mas foram contidos pela Polícia Legislativa, que formou uma barreira de segurança e reagiu com bombas de gás lacrimogêneo.

Após a confusão, parte do grupo dirigiu-se à rampa do Congresso Nacional. Não há informações sobre feridos ou detidos. A segurança nas portarias foi reforçada e a circulação entre o Senado e a Câmara está restrita. Após o tumulto, um grupo de manifestantes entrou para uma reunião com o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

Desde o final da manhã, o grupo formado por cerca de 3 mil policiais civis, militares, guardas municipais, entre outros profissionais da segurança pública, posicionou-se em frente ao gramado do Congresso Nacional para protestar contra a proposta de reforma da Previdência. O texto original encaminhado pelo governo previa o fim da aposentadoria especial para a categoria.

O protesto foi organizado pela União de Policias do Brasil (UPB), que pretendia protocolar um pedido de retirada dos policiais da proposta de reforma do governo.

Plenário rejeita pedido de urgência para projeto da reforma trabalhista

No início da noite, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tentou votou em Plenário um requerimento de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16). Eram necessários 257 votos favoráveis, mas o requerimento obteve apenas 230 votos e 163 contrários. A oposição chegou a acusar Maia de tentar manobrar para aprovar a medida do governo Temer.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) criticou a votação. “O presidente Temer tenta desviar o foco do escândalo da Odebrecht para uma pauta supostamente positiva. Quer fingir que está tudo bem. E os trabalhadores vão perder direitos”, afirmou. Quem também criticou a medida foi o deputado Afonso Motta (PDT-RS). “Essa urgência fere os princípios do bom debate, especialmente em uma matéria desta relevância”, declarou.

*** Informações com Agência Brasil e Agência Câmara

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