MPF APRESENTA AÇÃO CONTRA O PP E 10 POLÍTICOS E PEDE R$ 2 BI

O Ministério Público Federal no Paraná informou ontem que ajuizou ação civil pública com pedido de responsabilização por atos de improbidade administrativa em face do Partido Progressista (PP), dos ex-deputados federais Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT), João Pizzolatti (PP-SC) e Mário Negromonte (PP-BA), e dos deputados federais Nelson Meurer (PP-PR), Mário Negromonte Júnior (PP-BA), Arthur Lira (PP-AL), Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG) e Roberto Britto (PP-BA), além de João Genu, ex-assessor parlamentar do falecido deputado federal José Janene. A ação foi ajuizada em 22 de março deste ano.


Na ação, afirma a Procuradoria da República, foi descrito o funcionamento de dois esquemas de desvios na Petrobras.

Os procuradores da República, Deltan Dallagnol e Isabel Cristina Groba Vieira explicaram o caso durante coletiva de imprensa realizada na sede do Ministério Público Federal, em Curitiba.

"As evidências indicam que parlamentares federais e agremiações políticas - Partido Progressista (PP), Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) - obtinham, perante o governo federal, a nomeação para altos cargos diretivos da Petrobras a fim de arrecadar recursos escusos. Em troca do apadrinhamento, as provas mostram que os executivos angariavam propinas que eram destinadas ao enriquecimento ilícito dos participantes e ao financiamento ilegal de campanhas eleitorais", anotam os procuradores.

Nesta ação de improbidade administrativa, o Ministério Público Federal pede que o PP e o grupo de liderança sejam condenados ao ressarcimento de R$ 2.303.182.588,00.

Não compactua

O Partido Progressista divulgou nota ontem, em que reitera que todas as doações recebidas foram legais e devidamente declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. A sigla reafirma que não compactua com condutas ilícitas e confia na Justiça para que os fatos sejam esclarecidos.

Já a Braskem afirmou que "a empresa, que continua cooperando com as autoridades, vem reforçando seu sistema de Conformidade para que tais práticas não voltem a ocorrer".

DN

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