MORO OUVE DEPUTADOS E SENADORES EM PROCESSO QUE ENVOLVE PALOCCI

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, ouve, a partir das 10h desta terça-feira (21), testemunhas de defesa em um processo da 35ª fase da operação que envolve o ex-ministro Antônio Palocci.


Por videoconferência com Brasília, Moro ouve os deputado federal Miro Teixeira (Rede) e o senador Jorge Viana (PT), como testemunhas arroladas pela defesa de Palocci; e os deputados federais Paulo Teixeira (PT) e o Carlos Zarattini (PT), arrolados pela defesa do ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic.

Por último, o juiz federal também ouve ex-diretor da Petrobras Guilherme de Oliveira Estrella, testemunha de defesa arrolada pelo também ex-diretor da Petrobras Renato Duque. A oitivia ocorre por videoconferência com Nova Friburgo, no Rio de Janeiro.

Palocci preso

Palocci está preso desde o dia 26 de setembro do ano passado e atualmente está detido na carceragem da Polícia Federal (PF), na capital paranaense. Ele foi ministro da Casa Civil no governo Dilma Rousseff e ministro da Fazenda de Lula – ambos do Partido dos Trabalhadores (PT).

De acordo o Ministério Público Federal (MPF), há evidências de que o Palocci e Kontic receberam propina para atuar em favor da Odebrecht, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal.

O ex-ministro também teria participado de conversas sobre a compra de um terreno, onde seria construída uma nova sede do Instituto Lula.

Moro aceitou a denúncia do MPF contra o ex-ministro e outras 14 pessoas em novembro do ano passado. As denúncias tratam de crimes como corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

Suspeitas de propina

As suspeitas sobre Palocci na Lava Jato surgiram na delação do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ele disse que, em 2010, o doleiro Alberto Youssef lhe pediu R$ 2 milhões da cota de propinas do PP para a campanha presidencial da ex-presidente Dilma Rousseff. O pedido teria sido feito por encomenda de Palocci.

Essa denúncia especificamente trata de pagamentos feitos para beneficiar a empresa SeteBrasil, que fechou contratos com a Petrobras para a construção de 21 sondas de perfuração no pré-sal. O caso foi delatado pelo ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco.

O MPF acredita que o valor pago pela Odebrecht a título de propina pela intermediação do negócio chegou a R$ 252.586.466,55. Esse valor foi dividido entre as pessoas que aparecem na denúncia. Em troca disso, a Odebrecht firmou contratos que, somados, chegaram a R$ 28 bilhões.

G1

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