MANIFESTANTES ATACAM DELEGACIA COM OVO EM FORTALEZA

A polícia investiga o ataque ao 32º Distrito Policial (DP), no Bom Jardim, na noite desta terça-feira (28), quando o prédio foi alvo de vândalos. Eles dispararam uma grande quantidade de ovos, e tudo foi gravado pelas câmeras de segurança. Os pedestres que passavam em frente na hora tiveram que correr quando o grupo começou a jogar ovos no prédio.


A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que uma base móvel da Polícia Militar, no Bom Jardim, também foi alvo dos vândalos. A delegacia retorna aos trabalhos a partir de 13 horas, assim como as outras delegacias distritais que não são plantonistas.

A secretaria disse ainda que esse caso pode ter relação com a atuação da polícia na região que tem coibido a destruição de bens públicos.

Na manhã desta quarta-feira (1º), nem a chuva conseguiu limpar a sujeira em frente à delegacia, e ainda havia uma grande quantidade de ovos e cascas espalhados no chão e no muro do prédio. Como não é plantonista, a delegacia ainda estava fechada na manhã desta quarta e ficou assim durante todo o feriado.

No momento da ação dos vândalos, havia um inspetor de plantão, que chegou a sair e ir em direção ao grupo que jogava ovos no prédio, mas não houve confronto nem ninguém foi preso.

"Se eles fazem isso na delegacia, imagina na casa da gente. A falta de respeito é grande”, opinou o profissional de serviços gerais, Raimundo Ferreira.

Os moradores reclamam do fato de a delegacia ficar fechada à noite e nos feriados e fins de semana. “A delegacia não é 24 horas, só de segunda a sexta, e acontece isso. Não respeitam nada. A sociedade tá refém do crime”, diz o comerciante José Maria Vieira.

Outra crítica é com relação aos carros apreendidos pela polícia, que ficam estacionados na rua, alguns com vidros quebrados. Outros já viraram sucata e acumulam lixo e água da chuva. A dona de casa Rose dos Santos reforça a reclamação. "Isso aqui faz muito tempo que tá aqui, há muito tempo que esse carro tá só juntando sujeira. A gente aqui paga o pato, quando for picado por um mosquito contaminado, a gente procura uma delegacia, um hospital, não tem".

"Além do problema da história do mosquito, isso aqui é muita sujeira. Em frente à delegacia é muito errado isso", critica a dona de casa Elda da Silva.

G1

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