JUSTIÇA DECRETA FALÊNCIA DO PARQUE RECREIO E PRISÃO DO EMPRESÁRIO CONTROLADOR

O empresário Genil Araújo Camelo, controlador do grupo Parque Recreio teve prisão preventiva decretada, ontem. Conforme a decisão da 2ª Vara de Recuperação de Empresas e Falências de Fortaleza, o grupo que ele representa teria declarado falência da empresa M.M Araújo Comércio de Alimentos e continuou o funcionamento com firmas parceiras. O pedido do grupo estende os efeitos da falência para outras quatro sociedades.


Segundo a decisão, durante as diligências, o motorista de um caminhão do grupo foi flagrado partindo da loja matriz, no Papicu, que já havia declarado falência. Ele afirmou que fazia o carregamento de mercadorias, a mando de Genil, para a loja da Avenida Rui Barbosa, no Dionísio Torres, onde também funciona um restaurante do grupo. Funcionários informaram que em dias anteriores o transporte já havia se repetido.

Conforme o advogado Laerte Meyer Castro, que representa a empresa Adega Alentejana Comércio Importação e Exportação, requerente da ação, foi verificado que a loja do Cocó mantinha estreita relação com as outras empresas. "Todas operavam como uma só: o restaurante da Rui Barbosa, free shop da Rui Barbosa, restaurante da Seis Bocas e o free shop da Abolição".

Assim, a determinação prevê que também sejam lacrados os estabelecimentos das sociedades MKG Alimentos, GAC Importações e Exportação, União Bares Restaurantes e Churrascaria e Maria Wuela Sousa Cunha (Wiskeria), acrescentada da arrecadação imediata de todos os bens móveis e imóveis, junto aos documentos contábeis.

Venda com desconto

A decisão determina ainda a venda das mercadorias arrecadadas com 40% de desconto, já que se tratam de produtos perecíveis. As contas bancárias de todos os estabelecimentos citados na decisão foram encerradas e bloqueadas. A Massa Falida fica responsável pelos ativos.

Os empreendimentos da Avenida Rui Barbosa já haviam sido lacrados. O advogado da empresa requerente afirma que Genil Camelo não estava presente no ato do lacre.

O advogado Adenauer Moreira, que consta no processo como representante do grupo, disse que não tinha conhecimento do caso e cuidava apenas da parte sindical. A outra advogada das empresas não foi localizada.

Operação

40%

De desconto foi a taxa estabelecida pela Justiça para que a mercadoria arrecadada durante a operação seja vendida.

DN

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