BNB E COCA-COLA VÃO INVESTI R# 20 MILHÕES EM PROJETOS DE ACESSO A ÁGUA

O Banco do Nordeste e a Coca-Cola Brasil vão investir R$ 20 milhões em projetos de inovação que viabilizem o acesso à água em comunidades do Norte e Nordeste até 2020. A parceria foi firmada nesta terça-feira, 21, em cerimônia no Hub de Inovação do Nordeste (Hubine). Em abril será lançada uma chamada pública de inovação que vai contemplar inicialmente cinco propostas para serem implantadas ainda este ano.

Na foto, Pedro Massa, diretor de Valor Compartilhado da Coca-Cola Brasil, Marcos Holanda, presidente do BNB, e Fábio Acerbi, diretor de relações externas da Solar Coca-Cola, falam à imprensa

“Esta parceria vem dentro de uma lógica interessante focada em resolver um problema muito sério, principalmente para o Nordeste, que é a questão da água. E este esforço vai muito no sentido de procurar maneiras inovadoras que façam com se use melhor a água que tem”, explicou o presidente do BNB, Marcos Holanda.  

Dos R$ 20 milhões do projeto, metade será financiada pela empresa e a outra pelo banco, a fundo perdido (sem reembolso), com recursos do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci).

A ideia é encontrar modelos inovadores que possam ser replicados em outras comunidades que tenham problemas parecidos. Dentre as áreas de interesse que devem estar previstas no edital estão soluções na área de dessalinização da água, reúso ou tratamentos que utilizem fontes de energia renováveis.

O diretor de valor compartilhado da Coca-Cola Brasil, Pedro Massa, explica que além da expertise das instituições, o projeto vai reunir entidades do terceiro setor que já tem atuação esta área, como o Instituto Trata Brasil, a Fundação Avina e World Transforming Technologies (WTT), e colocá-las em contato com as startups selecionadas para mapear as principais necessidades das comunidades que ainda não tem acesso à agua potável – e que no Nordeste somam mais de 12 milhões de pessoas – e propor soluções.

“Quando a gente olha as diversas iniciativas que têm de acesso à água no País, muitas delas não progridem porque foca muito na questão da infraestrutura ou carece de mecanismos de manutenção, de operação e de gestão comunitária. Mais do que simplesmente lançar um programa ou outro, a gente viu que o mais importante era formar uma aliança com quem já está trabalhando, com quem já conhece o tema e com quem já está fazendo a diferença nestas comunidades”.

Um piloto do projeto já está em fase de implantação na comunidade de Coqueiro, em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza. No local está sendo montada uma estação de tratamento que usa ozônio para purificar a água que é fornecida pelo Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar/CE) para a comunidade.

A tecnologia, desenvolvida pela empresa Brasil Ozônio, é de baixo custo e tem capacidade de tratar cerca de 3 mil litros de água por hora, além de oxidar metais pesados comumente encontrados no semiárido brasileiro. A expectativa é de que dentro de dois meses, o projeto comece a dar os primeiros frutos.

“Acreditamos que podemos contribuir com a nossa capilaridade, porque, de fato, atuamos em 100% do território nordestino, e também com o nosso conhecimento e aparato técnico existente em cada uma das nossas 13 fábricas. Nossos times e equipamentos estarão à disposição dessa rede”, complementou o diretor de relações externas da Solar Coca-Cola, Fabio Acerbi.

IRNA CAVALCANTE

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